alciao:
“Oi, tudo bem?
Esse aqui é meu blog (http://alciao.blogspot.com) onde vai ser um começo para eu conseguir disponibilizar meu livro, e que vai ser bastante importante pra mim, uma coisa que quero muito a anos. Se você já conhece o que eu...

alciao:

Oi, tudo bem?
Esse aqui é meu blog (http://alciao.blogspot.com) onde vai ser um começo para eu conseguir disponibilizar meu livro, e que vai ser bastante importante pra mim, uma coisa que quero muito a anos. Se você já conhece o que eu escrevo, e gosta, se puder compartilhar ou dar uma olhadinha de vez em quando, sei que vai se sentir bem lendo algo às vezes. Se não conhece, sinta-se convidado para descobrir um pouco que do que habita dentro de mim, e quem sabe não é o mesmo que está em você?
Agradeço desde já

Gente, deem uma olhada no meu blog por favor :)

Gente, deem uma olhada no meu blog por favor :)
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Oi, tudo bem?
Esse aqui é meu blog (http://alciao.blogspot.com) onde vai ser um começo para eu conseguir disponibilizar meu livro, e que vai ser bastante importante pra mim, uma coisa que quero muito a anos. Se você já conhece o que eu escrevo, e gosta, se puder compartilhar ou dar uma olhadinha de vez em quando, sei que vai se sentir bem lendo algo às vezes. Se não conhece, sinta-se convidado para descobrir um pouco que do que habita dentro de mim, e quem sabe não é o mesmo que está em você?
Agradeço desde já

Gente, deem uma olhada no meu blog por favor :)
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“Oi, tudo bem?
Esse aqui é meu blog (http://alciao.blogspot.com) onde vai ser um começo para eu conseguir disponibilizar meu livro, e que vai ser bastante importante pra mim, uma coisa que quero muito a anos. Se você já conhece o que eu...

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Oi, tudo bem?
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Agradeço desde já

Gente, deem uma olhada no meu blog por favor :)
Oi, tudo bem?
Esse aqui é meu blog (http://alciao.blogspot.com) onde vai ser um começo para eu conseguir disponibilizar meu livro, e que vai ser bastante importante pra mim, uma coisa que quero muito a anos. Se você já conhece o que eu escrevo, e...

Oi, tudo bem?
Esse aqui é meu blog (http://alciao.blogspot.com) onde vai ser um começo para eu conseguir disponibilizar meu livro, e que vai ser bastante importante pra mim, uma coisa que quero muito a anos. Se você já conhece o que eu escrevo, e gosta, se puder compartilhar ou dar uma olhadinha de vez em quando, sei que vai se sentir bem lendo algo às vezes. Se não conhece, sinta-se convidado para descobrir um pouco que do que habita dentro de mim, e quem sabe não é o mesmo que está em você?
Agradeço desde já

Com ele era sexo, mas comigo, ah, comigo era amor. Era quase sempre no duzentos e dezoito, quarto duzentos e dezoito, mas às vezes tínhamos de ir no quarenta e dois. Eu gostava do duzentos de dezoito, no terceiro andar, e sua janela tinha a melhor vista para a cidade, apesar de ser um pouco afastado da mesma, por precaução, como ele dizia, e dizia sempre, precaução é a única coisa que realmente importa nessa vida. Eu não me importava. As cinco estrelas em cima do nome do motel mostrava que este era o mais luxuoso da cidade, e isso o fazia não parecer um motel, e sim mais um hotel cinco estrelas normal, em que as pessoas iriam para fazer sexo. Ele ia para fazer sexo, eu o acompanhava para ter um pouco de amor. Todas as segundas, quartas e domingos. Nunca na sexta, muito menos nos sábados, pois o casamento ainda estava vivo e forte, por mais brigas que tivessem ambos, por maiores que fossem seus segredos. Amava as quartas-feiras, era o dia em que ele estava mais animado. Não para transar, mas para conversar. Ficávamos horas falando sobre a vida, como seria seu resto da semana, trocando cigarros por bebidas, bebidas por beijos, beijos por estrelas, estrelas por vozes. Sua voz ficava mais rouca com a fumaça que soltava entre uma tragada e outra, e eu só ficava o observando, deitado e pensando. Não falava muito, preferia apenas olhar o seu rosto sob a luz da lua. A noite não era tão solitária com sua companhia escondida.
Aos olhos de muitos, eu poderia estar vivendo em constante pecado. Eu podia até escolher qual pecado me punir ao dia, tinham tantos. Podia pecar por estar sendo cúmplice de uma traição, por por em risco uma vida de outra pessoa, de uma mulher que não tinha nada a ver com a história, ou tinha muito a ver com a história. Quem não deveria existir nessa história sou eu. Poderia me punir por pecar e estar dando meu corpo para alguém que não me amava de verdade, pois desde o começo eu sabia disso, e realmente não me importava, não no começo. Mas talvez o maior pecado aos olhos alheios seria o de eu ser homem. Vinte e seis anos, um metro e oitenta e três, olhos castanhos, cabelos despenteados e barba por fazer. Ele amava minha barba. Ele amava meu corpo. Eu o amava, e assim passávamos algumas noites. Dois homens se amarem era um erro, ele dizia alguns dias, mas seus beijos me mostravam sempre o contrário, então não ligava muito para isso, e sempre estava a disposição na próxima vez. Ele me ligava, lá pelas oito e meia, em um número restrito, e me pegava a duas quadras da minha casa. Eu ia sempre de branco, com uma mochila nas costas, fingindo que estava indo para a faculdade. Para minha mãe, eu estava indo mesmo, tinha que arranjar uma desculpa para minhas saídas noturnas, então disse que estava fazendo pós, apesar de ser totalmente ridículo e estranho um adulto de vinte e seis anos dando explicações para sua mãe, ou ainda morando com sua mãe. Pós em amor doentio, eu brincava. Pós em amor doentio, eu sentia.
Mas não era sempre às escuras que nos encontrávamos, teve um dia que fizemos um pique-nique, em um sábado, até. Marília foi visitar sua mãe, estou livre, ele disse. Tudo bem que, continuamos no motel, sem ninguém ver nossas mão dadas, ou nossos corpos juntos um ao outro, mas tinha a toalha quadriculada, e algumas frutas, então sim, eu considerei isso como um pique-nique. Como também considerei o frango assado que ele mandou trazer de um restaurante chique que ele conhecia, um jantar romântico. E foram esses momentos que fizeram tudo valer a pena. O sexo era o menos importante, pelo menos para mim. O sexo era a carne, e com esses momentos, a carne ficava viva. Minha carne ficava viva, com um sorriso que ele dava antes de ir embora, do que seus gemidos na cama.
Talvez eu não o amasse tanto se ele fosse livre. Se eu tivesse total controle nesse relacionamento, ele não duraria esses dois anos. Mas, por ele não ser exatamente um relacionamento, por isso eu me prendia tanto, por isso eu sofria tanto. Acho que o sofrimento fazia a coisa toda ter um sentido, porque realmente eu não sabia qual era o sentido de eu mentir para minha mãe, sair quase todos os dias ao encontro do vazio, me sentindo sujo depois de algumas horas. Não via sentido em ele mentir para sua esposa, que amava ele mais do que eu o amava, tinha certeza. Não via sentido dele mentir para si mesmo e não assumir seus desejos, suas vontades, e seus sentimentos por mim. Não via sentido de eu mentir para ele e fazer com que ele sentisse que fazia isso apenas por tesão. Se ele soubesse das minhas reais intenções ele daria uma chance? Mas ele sabia, sei que sabia, mas ficava calado, amedrontado, perdido.
Eu era apenas um brinquedinho, que era lembrado quando o dono tinha vontade de usa-lo. No começo eu até gostava dessa situação, mas agora sinto desconforto. Só não deixo de amar, e acho que por causa disso, acabei fazendo que o desejo dele esfriasse. Agora ele mal me liga, mas toda quarta-feira ainda nos vemos. Ele precisa disso, precisa conversar, de um abraço forte, um sussurro no ouvido dizendo que tudo vai ficar bem. Eu preciso apenas do nome dele na tela do meu celular, mostrando que o socorro dele é para mim, que eu sou a pessoa que ele procura à noite para desabar, para tentar encontrar uma solução para sua vida tão triste. E sempre sou eu. Sempre é o duzentos e dezoito, porque precaução é a coisa mais importante nesse mundo.
218  (via lovituri)

(Source: ennuih)

Sou apenas mais um Alcião.